BABY SOL: Brinquedos selecionados para doação do dia 28 de junho

Tempo perdido e desconexo,
Um fluxo contínuo
Transpassado pela memória.
De grão em grão exterior e interior confundem-se,
É a poeira que faz nublar os olhos
E que escorre nas lágrimas, ao emergir das entranhas,
Revirando-se na brisa fria que sopra.
Será que expeli os últimos suspiros cinzentos?
Para onde irá toda essa poeira?
Ao tocar toda a poeira depositada sobre o corpo dourado da boneca Baby Sol,
Sinto a leveza do tempo sobre a pele fria.
Dirijo-me à janela e posso sentir o ar gelado,
Como se pouco restasse daqueles dias quentes
Em que me expunha ao sol junto a ela,
Esperando ansiosa pela drástica mudança de cor
De sua estranha pele.
Eu continuava branca, feito neve,
Mas ela transformava-se num piscar de olhos.
Os seus olhos azuis vibrantes agora estão cheios de poeira,
Sua pele não metamorfoseia-se mais tão intensamente.
O biquini continua tal e qual sua origem,
Salvo por (d)efeitos espichados,
Trazendo-me um calor suave.
Assim inicio minha despedida.
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